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Descubra como identificar e contornar as dificuldades de aprendizagem

Jorge Pizzol2022-05-09T11:20:21-03:00
Processo que depende da combinação coordenada de múltiplos fatores como: genéticos, neurobiológicos, psicoemocionais, sócios-culturais, pedagógicos, institucionais e familiares. As dificuldades de aprendizagem podem interferir no aprendizado de habilidades básicas, como leitura, escrita ou matemática. E também podem interferir em habilidades consideradas de nível superior, como atenção, organização, planejamento de tempo, memória de longo ou curto prazo e raciocínio abstrato. Portanto, entender cada um destes casos, é o primeiro e mais importante passo para se tomar medidas preventivas e remediadoras para tais dificuldades. E também é muito importante associá-los às pesquisas e às evidências científicas, com o objetivo de definir as prioridades e os alvos mais consistentes para que as ações não se percam em achismos e palpites. Segundo a organização mundial de saúde (OMS): Atualmente a Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, 10ª revisão (CID 10), define Transtornos Específicos do Desenvolvimento das Habilidades Escolares como: Perturbações que interferem significativamente nas realizações escolares ou nas atividades da vida diária nos quais ambas as habilidades, aritméticas e de leitura ou do soletrar, estão significativamente comprometidas, mas na qual o transtorno não é explicável apenas em termos de retardo mental ou aprendizagem inadequada. O termo “deficiências de aprendizagem” é um termo “que envolve uma série de outras dificuldades de aprendizado mais específicas. Portanto, é muito importante saber como identificar as dificuldades de aprendizagem de forma correta. E será sobre isso que falaremos a partir de agora.

Como identificar as dificuldades de aprendizagem

Dislexia

A Dislexia envolve dificuldades em fazer as conexões entre letras e sons e também com a soletração e o reconhecimento de palavras. De acordo com DSM-5, a dislexia (ou o equivalente a ela) é um dos distúrbios específicos de aprendizagem. Caracteriza-se por prejuízo na leitura, mais especificamente na acurácia e na velocidade de reconhecimento de palavras e no processo de decodificação fonológica, que pode ser combinado ou não com baixas habilidades de soletração. Assim como especificado no manual, a dislexia é um termo alternativo para se referir a esse padrão de dificuldades, que pode se apresentar isoladamente ou acompanhado de uma ou mais dificuldades adicionais, tais como dificuldade na compreensão de leitura ou no raciocínio matemático. Segundo a psicopedagoga e fonoaudióloga Regina Ester Sabença:  “É importante dizer que, ao contrário do que algumas pessoas pensam, a dislexia não é resultado de uma má alfabetização, desatenção ou desmotivação escolar”. Segundo ela, o distúrbio não tem qualquer relação sócioeconômica ou de baixa inteligência. “Dislexia tem base neurológica com uma incidência expressiva de fator genético. Por isso, deve ser investigada tão logo são observados os primeiros sintomas”, reforça.

Disgrafia

A disgrafia pode ser identificada em crianças que tem caligrafia muito ruim e não conseguem superá-la. Com isso, pode fazer com que a criança fique tensa e se torça de forma desajeitada ao segurar uma caneta ou um lápis.

Discalculia

A discalculia possui diversos sinais que podem incluir problemas de se entender conceitos aritméticos básicos, como frações, linhas numéricas ou mesmo números positivos e negativos.

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH):

Distúrbio que pode envolver uma série de problemas como baixa concentração, inquietude e impulsividade. O TDAH tem uma das causas a genética e há implicações neurológicas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) já reconheceu o TDAH como um transtorno legítimo. E você pode conhecer um pouco mais sobre o TDAH nesse artigo….

Transtorno do Processamento Auditivo (DPAC)

O Transtorno do Processamento Auditivo Central, como também é conhecido, trata-se de uma condição que pode afetar negativamente a forma como o som que viaja através da orelha é processado ou interpretado. O que acaba impedindo de reconhecer diferenças sutis nos sons das palavras, e isso pode acontecer mesmo quando os sons são altos e claros suficientes para serem ouvidos. O que pode dificultar também dizer de onde os sons estão vindo e entender a ordem dos sons ou mesmo impedir outros sons que possam aparecer.

Transtorno de Processamento de Linguagem (LPD)

Trata-se de um tipo específico de um Transtorno de Processamento Auditivo (APD) a dificuldade em atribuir significado a grupos de sons que formam palavras, sentenças e histórias. Diferente da (APD) que afeta a interpretação de todos os sons que chegam ao cérebro, o Transtorno de Processamento da Linguagem (LPD) afeta o processamento da linguagem. Porém, a LPD pode afetar também a linguagem expressiva e ou a linguagem receptiva.

Deficiências de Aprendizagem Não Verbais

Trata-se do transtorno geralmente caracterizado por uma grande diferença entre as habilidades verbais e outras habilidades como habilidades motoras, visuais e sociais. O que pode geralmente trazer dificuldades de interpretação de sinais não verbais como de expressões faciais ou linguagem corporal, ocasionando em pouca coordenação.

Dificuldade de Aprendizagem – Quais as modalidades corretas de atendimento?

O correto é que a equipe que foi responsável pelo diagnóstico faça um acompanhamento dos alunos que apresentem alguma dificuldade de aprendizagem.
E os tipos de serviços podem variar de acordo com as dificuldades.

Temos como principais serviços:

  • Realização de exames feitas com neurologistas e psiquiatras.
  • Acompanhamento com um psicólogo, para sessões de terapia e acompanhamento psicólogico.
  • Acompanhamento com um pedagogo ou psicopedagogo para sessões de aconselhamento.
  • No caso de dislalia, sessões de fonoaudiologia
Neste caso, é muito importante em relação as formas de intervenção, perceber desde cedo se a criança está ou não com dificuldades em acompanhar os procedimentos didáticos e às propostas de ensino da escola. Nos países mais bem-sucedidos, os protocolos educacionais recomendam tais medidas, e se revelaram eficazes nos últimos anos com uma redução significativa dos problemas de aprendizagem. E isto deve ser feito já no começo, ao se perceber que a criança não tem conseguido absorver o conteúdo esperado. E a condução deve ser feita de forma diferenciada, a fim de se corrigir logo os eventuais atrasos nos processos de aquisição da leitura e escrita. Evitando assim que ela seja aprovada sem ter recebido todo o suporte mínimo correto e necessário para seu grau de escolaridade. Resultando em sérios déficits de aprendizagem de leitura, escrita e matemática, as lacunas de conteúdo podem ser consideradas corrosivas para os primeiros anos escolares. E que podem ainda resultar em uma incompetência crônica para ler e escrever. O que no final irá resultar em anos escolares em constantes dificuldades. Já para os distúrbios de aprendizagem, em que os casos de processamento cerebrais estão prejudicados, o que a torna pouco competente para aprender por meio da leitura e escrita. A intervenção deve ser feita procurando modificar e adaptar o currículo das escolas aos perfis destas crianças. Porém, neste caso deve-se fugir dos modelos que priorizam suas habilidades mais deficitárias, mas sim privilegiar as ações que visão respeitar suas melhores habilidades. Estas medidas são muito importantes, pois não prejudicam as crianças que não possuem dificuldades e podem até potencializar a absorção dos conteúdos nestas crianças. Para as crianças com dislexia, as aulas podem ser mais orais e com poucos textos, por exemplo. E assim as crianças não-disléxicas e as que já são leitoras competentes, não são prejudicadas. No entanto, a maiorias destas crianças irão necessitar de uma avaliação neuropsicológica, fonoaudiológica e psicopedagógica, para desta forma, se analisar com mais detalhes suas habilidades cognitivo-linguísticas e verificar a possibilidade de intervenções individualizadas. Por isso, a importância de políticas que ressaltem o desenvolvimento neurobiológico e facilitem o acesso à ambientes mais favoráveis. Procurando sempre valorizar a educação na família e atualizar os professores com informações embasadas em evidências.

Conclusão

Neste texto, você conseguiu entender um pouco mais, do que se trata as dificuldades de aprendizagem. Porém, é importante frisar que, os profissionais precisam se comunicar para que o tratamento seja feito da forma correta, pois todos eles irão influenciar no tratamento. Assim como os pedagogos precisam ter ciência das atividades que são desenvolvidas pelos professores, os psicólogos também precisam ter conhecimento dos procedimentos realizados pelos psiquiatras. E neste caso, a família é a mais indicada para realizar este papel, e principalmente com todo apoio necessário. Hoje sabemos que a dificuldade de aprendizagem é um desafio que poderá ser enfrentado por toda vida. Porém, com o apoio e tratamento correto, é possível alcançar o sucesso na escola, no trabalho, nos relacionamentos e na sociedade. Dúvidas, críticas ou elogios deixem nos comentários. Fontes: https://www.psychologytoday.com/us/conditions/learning-disability https://www.nichd.nih.gov/health/topics/learning/conditioninfo/signs

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Autor

Jorge Pizzol

Psicólogo com especialização em Neuropsicologia e Saúde Mental pela FMUSP, atende crianças e adultos em psicoterapia ou avaliação psicológica e neuropsicológica em Sorocaba e São Paulo.

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