A depressão infantil é um dos males que podem afetar os pequenos e devemos ter cuidado com isso.
Neste momento você está preocupado, pois o seu filho pode estar deprimido?
Saiba que a maioria das crianças podem ter dias em que se sentem tristes, solitárias ou deprimidas.
No entanto, se o seu filho permanecer de forma contínua triste ou sem esperança, algo que já está afetando os seus relacionamentos fique atento.
Ele ou ela pode estar sofrendo de depressão infantil, uma condição séria de saúde mental que precisa de uma avaliação correta e tratamento médico.
E segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) a depressão atinge cerca de 8% de meninos e meninas em todo o planeta. E em um cálculo aproximado, é possível concluir que 180 milhões de crianças e adolescentes podem estar enfrentando a doença atualmente.
O que é um grande sinal de alerta, por ser o dobro do registrado um pouco mais de uma década atrás – em 2007, esse índice estava em 4,5%.
Não há números exatos no Brasil, mas especialistas avaliam que a incidência na população entre 0 e 17 anos gire em torno de 1% a 3%, algo perto de 8 milhões de pessoas
A boa notícia é que os profissionais de saúde podem diagnosticar com precisão, tratar e gerenciar problemas de saúde mental – incluindo depressão infantil – com psicoterapia e acompanhamento médico..
E será sobre isso que falaremos no artigo de hoje. Ótima leitura!!!
As crianças também podem sofrer de depressão.
A primeira coisa que devemos entender é que, as crianças não são imunes à depressão.
A depressão pode afetar qualquer pessoa, e as crianças ou adolescentes que possuem membros próximas da família com um histórico já de depressão ou outros transtornos como o transtorno bipolar, por exemplo, são mais propensos a sofrer de depressão, muitas vezes devido a uma predisposição genética.
No entanto, é importante deixar claro que, a predisposição implica maior probabilidade; isso não significa que a criança ou adolescente necessariamente sofra de depressão.
Muitas vezes, infelizmente, os adultos assumem que as crianças não devem ficar deprimidas, pois não precisam se preocupar com problemas de adultos, como pagar contas ou mesmo cuidar de uma casa.
No entanto, as crianças também sofrem de estresse. Pois o estilo de vida que as crianças levam pode favorecer a manifestação da doença, como explica Marco Antônio Bessa, psiquiatra do Hospital Pequeno Príncipe (PR):
“Muitas crianças estão com a agenda lotada de compromissos, o que eleva o grau de estresse, dormem mais tarde, ficam fechadas em ambientes como apartamentos e shoppings, usam aparelhos eletrônicos excessivamente, sob risco de aumento de ansiedade e restrição do contato social, e convivem menos com seus pais”.
E, mesmo as crianças que possuem estilos de vida relativamente livres de estresse e são criadas em bons lares com pais amorosos, podem sim desenvolver um caso de depressão.
Quais os sinais da depressão infantil?
Enquanto os adultos com depressão geralmente aparentam ficar mais tristes, as crianças ou mesmo os adolescentes com depressão podem parecer mais irritáveis ou irritados.
Assim como, com mudanças no comportamento, como um declínio nas notas escolares, por exemplo.
O seu filho, caso seja questionado, pode insistir que está bem ou mesmo pode negar que esteja passando por algum problema.
Geralmente muitos pais acreditam que a irritabilidade passará rápido e que se trata apenas de uma fase, que é parte do desenvolvimento normal da criança.
O que em alguns pode acontecer, porém, a irritabilidade que dura mais de duas semanas pode sim ser um sinal de depressão. Na maioria das vezes crianças com depressão podem apresentar queixas físicas.
Como explica Ivete Gattás, coordenadora da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Unifesp:
“é mais comum ela apresentar irritabilidade, agitação, explosões de raiva e agressividade, tristeza, sensação de culpa e de melancolia”. Não raro, a depressão é confundida com TDAH, portanto, é fundamental que se procure um profissional especializado. “Erros de diagnóstico e de tratamento podem mascarar os sintomas e até mesmo agravar o quadro”.“O pai que presta atenção em seu filho vai notar que algo mudou. Mesmo que ele não saiba exatamente o que é, já serve de sinal de alerta”.
Alguns Sintomas de depressão na infância
Falta de interesse em atividades que consideravam divertidas;
Afastamento de atividades sociais prazerosas;
Dificuldades de concentração;
Fugir de casa ou mesmo falar em fazer isso;
Falar sobre a morte ou morrer, pensar em doar suas posses consideradas favoritas, e escrever cartas de despedida;
Aumento ou redução do sono;
Apetite / alterações de peso (mais provavelmente um aumento, em adolescentes que estão deprimidos).
Estes são alguns sintomas de depressão infantil, mas nem todos os sintomas acima mencionados devem estar presentes para um diagnóstico de depressão.
Os sintomas geralmente duram por pelo menos 2 semanas, para realmente se enquadrar aos critérios de depressão.
Como é realizado o tratamento para depressão infantil?
Como você já pode perceber durante a leitura deste artigo, a depressão tem sim tratamento, e quanto mais cedo você procurar o tratamento para seu filho, melhores serão os resultados.
Atualmente existem dois principais tipos de tratamento para depressão infantil, psicoterapia e medicação.
E na maioria dos casos recomenda-se que a criança seja submetida a psicoterapia para depressão infantil, mesmo que já esteja tomando medicação.
A Psicoterapia para depressão infantil
As principais formas de psicoterapia recomendadas para a depressão infantil, são duas.
Que são a terapia individual e a terapia familiar. Alguns estudos descobriram que as crianças que passam tanto por uma terapia individual como uma terapia familiar, têm uma alta taxa de sucesso de recuperação.
E isso porque uma combinação dessas duas formas de terapia ajudará não apenas a criança, mas também os pais, os auxiliando a lidar com as emoções e dificuldades do seu filho.
Terapia Individual
O terapeuta, na terapia individual, irá ajudar o seu filho a explorar seus sentimentos. E também a examinar seus pensamentos, substituindo pensamentos negativos por pensamentos e ações positivas.
Com isso, a criança começa a criar mecanismos para enfrentar e explorar de forma saudável, as diferentes maneiras de gerenciar seus próprios sintomas.
Também é trabalhado pelo terapeuta junto com a criança formas de se descobrir, o que a tem tornado tão triste e formas de resolver este problema.
Terapia Familiar
Já os pais e a criança, na terapia familiar, podem enfrentar a terapia juntos.
Neste caso, a terapia familiar é útil pois permite que os pais e familiares possam entender melhor o que a criança está sentindo e como poderá ajudá-la.
E caso haja problemas com a forma como os pais interagem com a criança, de ambos os lados, o terapeuta familiar pode ajudar a resolver esses problemas, para que desta forma ocorra uma melhora para todos os envolvidos.
Medicamentos
O médico responsável pode sugerir psicoterapia primeiro e considerar o medicamento antidepressivo como uma opção adicional se os sintomas forem graves ou se não houver melhora significativa apenas com a psicoterapia.
Para realmente ser incluso no tratamento, os medicamentos precisam ser aprovados para uso em crianças para o tratamento da depressão infantil.
E mesmo que existam muitos antidepressivos no mercado, muitos deles não são aprovados para o uso em crianças. No entanto hoje temos algumas opções disponíveis.
Confira a matéria sobre ansiedade infantil.
Conclusão
Como você pode perceber durante a leitura deste artigo, a depressão é considerada uma condição clínica grave que pode ocasionar graves problemas na vida da criança e do adolescente.
Portanto, a família e a escola devem ficar alertas, inclusive porque os sintomas de depressão na infância podem passar desapercebidos.
A depressão em idade precoce pode ter continuidade na idade adulta.
Por isso, caso o seu filho tenha alguns dos sintomas da depressão infantil, procure um terapeuta o mais rápido possível. É muito importante que você consiga ajuda para seu filho assim que perceber que algo está errado.
Um terapeuta pode avaliar seu filho para determinar se ele tem um transtorno depressivo e também pode oferecer as melhores soluções de tratamento.
Veja mais sobre Dificuldades de Aprendizagem na Infância.Dúvidas, críticas ou elogios deixem nos comentários. Até a próxima!!!
Fontes:
https://drauziovarella.uol.com.br/psiquiatria/depressao-infantil-existe-e-tem-tratamento/http://esbrasil.com.br/depressao-infantil/http://www.saocarlosagora.com.br/coluna-sca/depressao-infantil-ela-existe-e-esta-aumentando/108586/https://www.revistapazes.com/depressao-infantil-ela-existe-e-esta-aumentando-em-todo-o-mundo/
A depressão infantil é um dos males que podem afetar os pequenos e devemos ter cuidado com isso.
Neste momento você está preocupado, pois o seu filho pode estar deprimido?
Saiba que a maioria das crianças podem ter dias em que se sentem tristes, solitárias ou deprimidas.
No entanto, se o seu filho permanecer de forma contínua triste ou sem esperança, algo que já está afetando os seus relacionamentos fique atento.
Ele ou ela pode estar sofrendo de depressão infantil, uma condição séria de saúde mental que precisa de uma avaliação correta e tratamento médico.
E segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) a depressão atinge cerca de 8% de meninos e meninas em todo o planeta. E em um cálculo aproximado, é possível concluir que 180 milhões de crianças e adolescentes podem estar enfrentando a doença atualmente.
O que é um grande sinal de alerta, por ser o dobro do registrado um pouco mais de uma década atrás – em 2007, esse índice estava em 4,5%.
Não há números exatos no Brasil, mas especialistas avaliam que a incidência na população entre 0 e 17 anos gire em torno de 1% a 3%, algo perto de 8 milhões de pessoas
A boa notícia é que os profissionais de saúde podem diagnosticar com precisão, tratar e gerenciar problemas de saúde mental – incluindo depressão infantil – com psicoterapia e acompanhamento médico..
E será sobre isso que falaremos no artigo de hoje. Ótima leitura!!!
As crianças também podem sofrer de depressão.
A primeira coisa que devemos entender é que, as crianças não são imunes à depressão.
A depressão pode afetar qualquer pessoa, e as crianças ou adolescentes que possuem membros próximas da família com um histórico já de depressão ou outros transtornos como o transtorno bipolar, por exemplo, são mais propensos a sofrer de depressão, muitas vezes devido a uma predisposição genética.
No entanto, é importante deixar claro que, a predisposição implica maior probabilidade; isso não significa que a criança ou adolescente necessariamente sofra de depressão.
Muitas vezes, infelizmente, os adultos assumem que as crianças não devem ficar deprimidas, pois não precisam se preocupar com problemas de adultos, como pagar contas ou mesmo cuidar de uma casa.
No entanto, as crianças também sofrem de estresse. Pois o estilo de vida que as crianças levam pode favorecer a manifestação da doença, como explica Marco Antônio Bessa, psiquiatra do Hospital Pequeno Príncipe (PR):
“Muitas crianças estão com a agenda lotada de compromissos, o que eleva o grau de estresse, dormem mais tarde, ficam fechadas em ambientes como apartamentos e shoppings, usam aparelhos eletrônicos excessivamente, sob risco de aumento de ansiedade e restrição do contato social, e convivem menos com seus pais”.
E, mesmo as crianças que possuem estilos de vida relativamente livres de estresse e são criadas em bons lares com pais amorosos, podem sim desenvolver um caso de depressão.
Quais os sinais da depressão infantil?
Enquanto os adultos com depressão geralmente aparentam ficar mais tristes, as crianças ou mesmo os adolescentes com depressão podem parecer mais irritáveis ou irritados.
Assim como, com mudanças no comportamento, como um declínio nas notas escolares, por exemplo.
O seu filho, caso seja questionado, pode insistir que está bem ou mesmo pode negar que esteja passando por algum problema.
Geralmente muitos pais acreditam que a irritabilidade passará rápido e que se trata apenas de uma fase, que é parte do desenvolvimento normal da criança.
O que em alguns pode acontecer, porém, a irritabilidade que dura mais de duas semanas pode sim ser um sinal de depressão. Na maioria das vezes crianças com depressão podem apresentar queixas físicas.
Como explica Ivete Gattás, coordenadora da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Unifesp:
“é mais comum ela apresentar irritabilidade, agitação, explosões de raiva e agressividade, tristeza, sensação de culpa e de melancolia”. Não raro, a depressão é confundida com TDAH, portanto, é fundamental que se procure um profissional especializado. “Erros de diagnóstico e de tratamento podem mascarar os sintomas e até mesmo agravar o quadro”.“O pai que presta atenção em seu filho vai notar que algo mudou. Mesmo que ele não saiba exatamente o que é, já serve de sinal de alerta”.
Alguns Sintomas de depressão na infância
Falta de interesse em atividades que consideravam divertidas;
Afastamento de atividades sociais prazerosas;
Dificuldades de concentração;
Fugir de casa ou mesmo falar em fazer isso;
Falar sobre a morte ou morrer, pensar em doar suas posses consideradas favoritas, e escrever cartas de despedida;
Aumento ou redução do sono;
Apetite / alterações de peso (mais provavelmente um aumento, em adolescentes que estão deprimidos).
Estes são alguns sintomas de depressão infantil, mas nem todos os sintomas acima mencionados devem estar presentes para um diagnóstico de depressão.
Os sintomas geralmente duram por pelo menos 2 semanas, para realmente se enquadrar aos critérios de depressão.
Como é realizado o tratamento para depressão infantil?
Como você já pode perceber durante a leitura deste artigo, a depressão tem sim tratamento, e quanto mais cedo você procurar o tratamento para seu filho, melhores serão os resultados.
Atualmente existem dois principais tipos de tratamento para depressão infantil, psicoterapia e medicação.
E na maioria dos casos recomenda-se que a criança seja submetida a psicoterapia para depressão infantil, mesmo que já esteja tomando medicação.
A Psicoterapia para depressão infantil
As principais formas de psicoterapia recomendadas para a depressão infantil, são duas.
Que são a terapia individual e a terapia familiar. Alguns estudos descobriram que as crianças que passam tanto por uma terapia individual como uma terapia familiar, têm uma alta taxa de sucesso de recuperação.
E isso porque uma combinação dessas duas formas de terapia ajudará não apenas a criança, mas também os pais, os auxiliando a lidar com as emoções e dificuldades do seu filho.
Terapia Individual
O terapeuta, na terapia individual, irá ajudar o seu filho a explorar seus sentimentos. E também a examinar seus pensamentos, substituindo pensamentos negativos por pensamentos e ações positivas.
Com isso, a criança começa a criar mecanismos para enfrentar e explorar de forma saudável, as diferentes maneiras de gerenciar seus próprios sintomas.
Também é trabalhado pelo terapeuta junto com a criança formas de se descobrir, o que a tem tornado tão triste e formas de resolver este problema.
Terapia Familiar
Já os pais e a criança, na terapia familiar, podem enfrentar a terapia juntos.
Neste caso, a terapia familiar é útil pois permite que os pais e familiares possam entender melhor o que a criança está sentindo e como poderá ajudá-la.
E caso haja problemas com a forma como os pais interagem com a criança, de ambos os lados, o terapeuta familiar pode ajudar a resolver esses problemas, para que desta forma ocorra uma melhora para todos os envolvidos.
Medicamentos
O médico responsável pode sugerir psicoterapia primeiro e considerar o medicamento antidepressivo como uma opção adicional se os sintomas forem graves ou se não houver melhora significativa apenas com a psicoterapia.
Para realmente ser incluso no tratamento, os medicamentos precisam ser aprovados para uso em crianças para o tratamento da depressão infantil.
E mesmo que existam muitos antidepressivos no mercado, muitos deles não são aprovados para o uso em crianças. No entanto hoje temos algumas opções disponíveis.
Confira a matéria sobre ansiedade infantil.
Conclusão
Como você pode perceber durante a leitura deste artigo, a depressão é considerada uma condição clínica grave que pode ocasionar graves problemas na vida da criança e do adolescente.
Portanto, a família e a escola devem ficar alertas, inclusive porque os sintomas de depressão na infância podem passar desapercebidos.
A depressão em idade precoce pode ter continuidade na idade adulta.
Por isso, caso o seu filho tenha alguns dos sintomas da depressão infantil, procure um terapeuta o mais rápido possível. É muito importante que você consiga ajuda para seu filho assim que perceber que algo está errado.
Um terapeuta pode avaliar seu filho para determinar se ele tem um transtorno depressivo e também pode oferecer as melhores soluções de tratamento.
Veja mais sobre Dificuldades de Aprendizagem na Infância.Dúvidas, críticas ou elogios deixem nos comentários. Até a próxima!!!
Psicólogo com especialização em Neuropsicologia e Saúde Mental pela FMUSP, atende crianças e adultos em psicoterapia ou avaliação psicológica e neuropsicológica em Sorocaba e São Paulo.
Deixe um comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.