Compulsão Alimentar: o que é, sintomas e tratamento
Todos nós já passamos por uma situação em que exageramos em uma refeição. Talvez comemos muito mais do que o necessário. Pessoas com compulsão alimentar fazem isso o tempo todo (ou a maior parte). No entanto, nem sempre uma exagerada num almoço familiar ou com o seu doce favorito pode se caracterizar como um distúrbio de compulsão alimentar.
Para entender mais sobre o assunto e se aprofundar no tema, hoje iremos trazer mais informações sobre esse distúrbio. Assim como te ensinar a identificar os sintomas, como é feito o tratamento e prevenção.
O que é o transtorno de compulsão alimentar?
Para compreender melhor, é preciso entender o que é a compulsão alimentar. O transtorno de compulsão alimentar periódica ou TCAP, assim como outros distúrbios alimentares, em geral, estão relacionados a distúrbios químicos cerebrais, onde, a percepção de fome, bem como à saciedade são afetadas. Pacientes diagnosticados com o distúrbio de compulsão alimentar, exageram em suas refeições, sentindo-se culpados pelo sentimento de gula, o que por sua vez lhes causam um enorme sofrimento. Uma observação a ser feita, é que os pacientes com TCAP experimentam sensações de frustação e dor em relação a sua perda de controle com a comida. Você deve estar pensando que esse problema é simples de se resolver, basta que a pessoa se controle diante da comida e coma menos. Seria muito mais simples e menos doloroso se isso fosse realmente uma possibilidade. Todavia, essa compulsão alimentar é como uma necessidade incontrolável de ter que comer muito mais do que o necessário. Em geral, essas compulsões são uma resposta afim de compensar algum problema emocional. Algumas pessoas podem desenvolver uma compulsão alimentar com um determinado grupo de alimento ou produto. Em suma, os alimentos mais atrativos são os doce, alimentos com alto teor de açúcar e gorduras saturadas. Já em outros casos, o paciente pode ter essa atração por qualquer grupo de alimento, mesmo aqueles considerados como alimentos saudáveis. Esses pacientes compulsivos estão sempre se sentindo mal por não conseguirem se controlar, se sentindo impotentes. Isso porque além do seu comportamento, seus pensamentos em relação a comida são obsessivos. O que acaba lhes causando maiores problemas. Em geral, escondem esses sentimentos de qualquer familiar, amigo ou conhecido. Seja por culpa ou vergonha por seu comportamento.Como identificar a compulsão alimentar?
Pessoas com compulsão alimentar não conseguem se controlar diante da comida. Elas podem comer mesmo se sentindo satisfeitas ou ter acabado de fazer uma refeição. Muitos pacientes acabam comentando que podem comer a qualquer hora do dia, mesmo tendo acabado de se alimentar. Após essas crises, se sentem envergonhados, frustrados e até mesmo perturbados com a ideia de não conseguirem se controlar. Os sintomas da compulsão alimentar mais comuns são:- Comer em pouco tempo uma quantidade grande de comida;
- Comer muito mais rápido do que o normal, praticamente engolindo sem mastigar;
- Comer mesmo quando está saciado, não importa se ele acabou de tomar café da manhã, almoçado ou jantado, ele sempre sentirá a necessidade de comer mais;
- Comer escondido ou sozinho;
- Sentir-se culpado, constrangido ou triste por ter exagerado com a comida;
- Não conseguir se controlar diante da comida, comer qualquer hora do dia sem um intervalo de tempo entre as refeições;
- Pensar o tempo inteiro em comida e não conseguir se concentrar em sua rotina.
Principais causas
São diversos os problemas associados ao desenvolvimento da compulsão alimentar. Alguns deles são:- Dietas muito rígidas e/ou muito restritivas realizadas de forma errada e/ou por muito tempo;
- Pessoas que estão sob muita pressão ou estresse; a compulsão alimentar pode ser uma forma da pessoa aliviar sua tensão;
- Comer por conforto emocional;
- Problemas com a autoestima e imagem corporal; a busca constante por “um padrão de beleza idealizado” pode levar ao desenvolvimento de distúrbios alimentares graves com diversas consequências para a saúde do paciente;
- Pessoas com muitos problemas emocionais, bem como relacionados ao abuso sexual, negligência entre outros problemas mais graves;
- Pessoas com muita dificuldade em expressar suas necessidades.
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